O sexo químico (em inglês chemsex, abreviatura de chemical sex) é a prática em que são usadas drogas com a finalidade específica de fazer sexo. As consequências negativas, como dependência química, overdose, abuso e infecções sexualmente transmissíveis, precisam ser discutidas.
A prática tem se tornado popular nos últimos anos e acontece tanto entre homens e mulheres cis heterossexuais quanto na população LGBTQIA+. Em São Paulo, após provocações sobre o tema em reuniões do Foaesp, foi criado pelo Programa Estadual de DST/aids do Estado de São Paulo o Grupo de Trabalho Chemsex (GT Chemsex) para debater o assunto e pensar em estratégias de enfrentamento.
Paulo Giacomini, representante estadual da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/aids (RNP+ SP), também representa o Foaesp no GT. Reunião realizada nesta quinta-feira debateu o assunto pensando em políticas públicas e redução de danos e, de acordo com Giacomini, foi muito proveitosa. “Discutimos estratégias, pensamos em ações e nas populações que devem ser acessadas”, disse.
A diversidade dos participantes do GT foi destacada por Giacomini. “São representantes da academia, psiquiatras, pesquisadores, médicos infectologistas, representantes do movimento social, do Escritório Sobre Drogas e Crime da Organização das Nações Unidas (UNODC) e do Departamento de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde (DCCI/MS), o que faz com que a discussão fique bem interessante. Nos dividimos em grupos, o da linha de frente, o da produção de conhecimento, o da pesquisa e o das ações para os serviços de saúde”, explica.
Para Giacomini, é desafiador pensar nas ações nos serviços, por conta “do preconceito que sofrem as pessoas em maior vulnerabilidade no acesso aos serviços, do preconceito aos usuários de drogas e todos os dogmas, questões religiosas e culturais, dificultando ainda mais o acolhimento e o acesso das pessoas”.
A próxima reunião do GT Chemsex está marcada para 16 de dezembro.
Foto: Pixabay