Porque a epidemia de HIV/Aids vem sofrendo diversas modificações em seu perfil ao longo do tempo, dentre as quais os fenômenos de feminilização, heterossexualização, juventudilização, pauperização e envelhecimento. Estas características referenciam que não existem mais indivíduos particularmente vulneráveis ao vírus HIV, já que todas as fases do ciclo de vida estão expostas à contaminação. Assim, partindo do conceito da universalidade no paciente vivendo com HIV/Aids, a atuação na abordagem integral não é somente no aspecto da prevenção; também a responsabilização, o vínculo, o acolhimento e a humanização são elementos essenciais para melhoria na qualidade de vida e adesão ao tratamento antirretroviral. Tudo isso encontrado na proposta em tela da FOAESP. Logo, defendemos a abordagem integral, porque isso contribui para o entendimento do processo de adoecimento, especialmente no indivíduo no qual se identifica o vírus HIV, já que esta doença, embora com suas taxas de prevalência, incidência e mortalidade distribuídas em altos índices, promove preconceitos, estigmas e discriminação, invadindo a privacidade e a vida dos indivíduos, que por fim são causadores do grande impacto da epidemia, desafiando as estratégias de prevenção de novas infecções e as ações de assistência à saúde mais apropriada, tais como as aqui propostas.